11 passos para criar um website de sucesso

É um facto que todas as empresas têm de estar onde estão os seus clientes. E num mundo onde o digital ganhou uma posição tão importante, criar um website é imprescindível.

Criar um website permite-nos estar acessíveis em qualquer parte do mundo, durante 24 horas por dia. A par disso, um website permite-nos medir e orientar a nossa estratégia de negócio.

É, portanto, crucial ter um website bem estruturado para os visitantes e bem posicionado nos motores de busca — o que não é simples e rápido de conseguir. Mas há também uma série de passos que precisa de seguir ao criar o seu website.

Deixamos-lhe 11 passos que poderão ser decisivos para criar um website com bom desempenho (alta performance):

1 – Defina o objetivo do seu website

O seu website será a “cara” do seu negócio na Internet. É o site confiável onde qualquer pessoa pode ir para saber mais sobre os seus produtos ou serviços. Como tal, o mesmo deve ter uma finalidade bem definida, para que possa atingir os seus objetivos.

Dica: Antes de avançar para a criação do seu, responda à questão-chave: Qual a finalidade do seu website?

 

2 – Escolha a plataforma (CMS) que mais se adequa ao objetivo do seu website

A mais comum é o WordPress. No entanto, tenha em consideração que o WordPress foi criado para ser um blog. Embora possa ser utilizado em todo o tipo de websites e, inclusive, em determinadas lojas online, lembre-se que em termos de performance esta plataforma poderá não corresponder às suas expectativas ou ficar demasiado pesada para o seu servidor.

Existem, outros gestores de conteúdo específicos para websites e lojas online. Os mais conhecidos, que dão total controle ao gestor do website, além do WordPress são o Joomla, o Magento e o Drupal.

Dica: Prefira um CMS aos Page Builders. Um Page Builder (ou construtor de páginas) é uma ferramenta que lhe permite criar um website sem qualquer conhecimento técnico. Isto é feito através de editores onde só é preciso “arrastar” e “soltar”. Entre os mais conhecidos estão, por exemplo, o Wix e o SquareSpace, websites de construção DIY (Do It Yourself).

 

Mas afinal, porque não é recomendável o uso de Page Builders?

Ao criar um website com plataformas como o Wix, o aspeto até parecerá razoável, mas acabará por encontrar complicações a nível da estrutura. Perceberá que lhe fica mais caro do que contratar um profissional para executar essa mesma tarefa (e provavelmente acabará por ter de recorrer a um, gastando o dobro) além disso estas plataformas nem sempre têm alojamentos de topo fazendo com que o loading demore mais para os seus clientes se o código da página não estiver optimizado.

Entre as razões para não usar este tipo de plataformas, destacam-se:

  • Má experiência do utilizador
  • Velocidade e segurança
  • Dificuldades em trabalhar o SEO (em alguns Page Builders)
  • Páginas limitadas
  • Problemas de otimização
  • Dificuldade de criar uma ferramente customizada mais composta para o seu Website

Existem também plugins “drag & drop” que pode incorporar num CMS, como o caso do Elementor ou do Divi para WordPress. Apesar de intuitivos e de terem imensas funcionalidades, irão afetar a velocidade e o tamanho do seu website. Além de alguns deles, mas não todos, serem codificados de forma ineficiente.

 

3 – Domínio próprio

Ter um domínio próprio para o seu website é obrigatório. Transmite uma postura mais profissional, além de facilitar bastante na hora da divulgação. Aqui, é importante escolher um nome que possa ser facilmente identificado e divulgado. Além disso, permite-lhe ter um e-mail próprio, além de proteger a sua marca.

Dica: Certifique-se que escolhe a extensão mais apropriada ao seu objetivo: “.pt” se o seu negócio for centrado no mercado português, “.com” se pretender internacionalizar.

 

4 – Escolha um bom alojamento

Tente escolher um servidor que tenha um disco SSD, quanto mais RAM e CPU melhor e escolha um com suporte a PHP 7. Tenha em igual atenção a localização do servidor: o servidor deve estar o mais próximo possível dos seus clientes.

Dica: Opte pelo plano mais acessível. Não precisa de subscrever o plano mais caro, a não ser que seja uma marca/ empresa já estabelecida e com muitos clientes a aceder ao seu website ou que o seu website seja muito pesado e vá requerer muitos recursos do seu alojamento.

 

5 – Crie um website de navegação simples e intuitiva

Um website de navegação simples e intuitiva é aquele em que os utilizadores conseguem encontrar facilmente a resposta às suas necessidades, sem se perder. O utilizador deve conseguir visualizar a informação suficiente para querer permanecer no seu website, assim que entra no mesmo.
O UX (user experience) é um dos elementos-chave na atribuição do ranking do seu website nos motores de busca e também na satisfação dos seus clientes. O mesmo traz benefícios como: o aumento do volume de vendas e a fidelização de clientes, já que o cliente reconhece a facilidade de utilização e fica satisfeito.

Dica: Os utilizadores são atraídos pelos elementos visuais. Se utilizar uma imagem em destaque na sua homepage, garanta que a mesma é nítida e tem uma gestão de cores e tamanho otimizados para um carregamento rápido. Além disso, seja claro sobre aquilo que oferece – o conteúdo que dispõe deve ser conciso e objetivo – e tenha também o menu bem visível.

 

6 – Otimize o seu website

São vários os fatores que podem afetar o desempenho do seu website: desde as imagens pesadas, às animações flash (que nem são lidas pelo Google), ao uso de demasiados plugins, até ao código e à forma como o mesmo é desenvolvido.

Ter o seu website otimizado é imprescindível para que o utilizador tenha uma boa experiência. Entre os fatores que aqui importam, destacamos igualmente o design do website (a aparência), que irá influenciar na velocidade, assim como o desenvolvimento de um website mobile friendly.


Sabia que cerca de 70% dos utilizadores acede ao seu website a partir de um dispositivo móvel? Daí ser tão importante não esquecer os vários dispositivos na hora de construir o seu website.

 

Esses elementos influenciam de forma significativa no SEO (Search Engine Optimization), que tem como objetivo a melhoria no posicionamento no Google. O trabalho de SEO é uma atividade contínua por isso deve começar a trabalhá-lo logo no momento de desenvolvimento.

Além disso, é imprescindível ter um website de carregamento rápido. Sabia que 40% dos consumidores não esperam mais do que 3 segundos pelo carregamento de uma página? Depois disso, abandonam o site. Os clientes gostam de websites rápidos e o Google também.

Dica: Para saber como melhorar a performance do seu website, aceda ao PageSpeed Insights. Aqui conseguirá identificar problemas de carregamento e obter dicas para os corrigir.

 

7 – Tenha um blog incorporado

Um blog e um website têm objetivos diferentes. Como tal, um blog pode servir de complemento para a divulgação dos seus serviços e como estratégia de conteúdos, sendo o principal responsável por trazer tráfego para o seu website e, consequentemente, gerar leads.

Dica: Pense como se fosse um potencial cliente: o que escreveria no motor de busca? Redija conteúdo que vá de encontro às necessidades do seu público e que tenha um título que seja facilmente encontrado. Demonstre o quanto conhece a sua área e que sabe como resolver os problemas dos seus clientes. Assim vai conquistando uma posição de autoridade, confiança e de referência no tema. Desse modo, quando chegar o momento em que o cliente precisa do seu serviço ou produto, ele irá recorrer à sua empresa.

 

8 – Tenha as suas informações de contacto bem-apresentadas no website

É essencial colocar os seus dados no seu website numa área bem visível: o contacto telefónico, email, redes sociais e formulários de contacto. Os utilizadores preferem as respostas e soluções aos seus problemas mais rápidas.

Dica: Coloque-os no fundo da homepage ou no menu. Além disso, considere colocar um chat no seu website. Pode ser o chat que reencaminha para o Facebook, de forma a que o cliente possa receber uma resposta mais imediata.

 

9 – Faça atualizações e backups

É importante que não se esqueça que o seu website precisa de ser atualizado. É necessário atualizar os plugins, fazer a manutenção do código-fonte, assim como ter cópias de segurança dos arquivos da sua empresa. Fazer backups periodicamente pode, em muitos casos, ser a salvação do seu negócio.

Dica: Deixe esta parte para um profissional. É um serviço que não lhe fica assim tão caro e que lhe daria muito mais trabalho tentar manter-se sempre a par de todas as atualizações ao nível dos gestores de conteúdo, software e dos plugins.

 

10 – Instale/incorpore o Google Analytics e o Google Search Console

Uma das maiores dificuldades na gestão do seu website é perceber como é que o seu potencial cliente interage com o que a sua empresa oferece. Só assim poderá ajustar de forma a oferecer soluções que convertam. É aqui que entram as ferramentas de análise de tráfego. Uma das mais utilizadas é o Google Analytics que, de forma gratuita, permite-lhe ter acesso a dados importantes para criar essas soluções. O Google Analytics permite obter vários dados de acesso durante a permanência do utilizador no site, como a origem do acesso e como chegou até ao website. Além do Google Analytics pode também incorporar o Google Search Console que lhe dará informações de como melhorar a performance do seu website.

Dica: Exclua o seu IP e o dos seus colaboradores (caso os tenha), de forma a não influenciarem nas métricas.

 

11 – Peça ajuda a um especialista

É crucial pedir ajuda a um especialista para que a performance do seu website não venha a ser afetada no momento do lançamento, ou posteriormente. Pode criar a sua página sozinho, mas o processo será mais trabalhoso, mais lento e levará mais tempo para que os resultados surjam.

Dica: Às vezes o barato sai caro. Pode sempre comprar um template e implementar, mas lembre-se que vão haver erros para corrigir que só alguém que perceba de programação pode resolver. Lembre-se que um website é um investimento e que, se for feito de forma profissional, lhe trará retorno, não só financeiro como a nível de notoriedade.

 

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